“Aí eu paro e penso: com você, só com você, eu imaginei tudo assim. Todas essas coisas de romance bonito de filme, casamento, família, viagens, cachorros, canários, papagaios. Por quê? Porque eu te amo. Porque eu te quero. Porque eu nunca senti por ninguém nada perto do que sinto por você. Porque ninguém fez com que eu me sentisse assim, entregue, na corda bamba, com esse gosto de felicidade na boca.
“Você com esse teu jeito, que me cuida, que me mima, que me faz dar sorrisos bobos e sem graças quando fica me olhando por algum tempo e me fazendo carinho. Você com esse teu jeito, que chega perto como quem não quer nada, segura minha mão e permanece ali, junto a mim. Você com esse teu jeito, que me encanta, me fascina, e me ganha, cada dia mais…
“Cansei de te procurar, de ir te chamar, de te ligar, de te gritar e de ainda te amar mesmo depois de todas as suas grosserias. Cansei. Eu dizia que iria superar tudo, que valeria a pena, que resistiria a qualquer coisa… caso perdido! Não vale toda essa dor esse porre de amor. Me entreguei por inteiro e não recebi nem metade. Amor que é amor não sobrevive de caridade.
“Quero olhos nos olhos, quero eu te amo, quero cineminha com encosto de ombro cheiroso, casar de branco, ser carregada no colo, filhos, casinha no campo com cerquinha branca, cachorro e caseiro bacana. Quero ter de um lado um livrinho na cabeceira da cama e do outro lado, o homem que amo.
“Em uma outra vida, eu seria sua garota. Nós manteríamos todas as nossas promessas, seríamos nós contra o mundo. Em uma outra vida, eu faria você ficar. Então, eu não teria que dizer que você é aquele que foi embora.